Último dia em Berlim! Dia de chuva!l

Berlim, 1º de dezembro de 2016

Começamos o dia novamente descendo a pé até a Alexanderplatz, onde há um ponto principal do ônibus Hop On Hop Off. Dia muito frio e chuvoso, outra vez. Não conseguimos acordar a tempo da visita ao Bundestag, o parlamento alemão. Como as visitas devem ser agendadas neste site aqui,  com pelo menos 2 dias de antecedência, não tivemos outra oportunidade para conhecê-lo por dentro: fica para quando voltarmos.

Embarcamos na linha vermelha do Hop On Hop Off. Saltamos na Bernauer Strasse, onde fica o Memorial do Muro de Berlim. É um gramado onde afixadas, simbolizando o muro que ali passava, vigas de ferro da mesma altura, mas entrevazadas.

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Em outros pontos, há trechos do muro. O local, também conhecido como Faixa da Morte (um terreno cheio de vigias e obstáculos) devido à grande evasão de cidadãos berlinenses, guardava uma igreja protestante totalmente demolida.

Capela da Reconciliação
Memorial do Muro de Berlim
Memorial do Muro de Berlim

No mesmo sítio ergueram a Capela da Reconciliação. A escultura “Reconciliação”, disposta rente ao solo, no gramado do lado de fora, toca o coração dos visitantes, simbolizando algo como o reencontro entre duas pessoas que há muito não se viam. O local tem outras atrações, como um centro de documentação e uma torre-mirante, mas precisávamos seguir em frente.

Retomamos o trajeto do Hop On Hop Off, debaixo de chuva. Transitamos pela Karl Marx Allee, avenida construída no período da divisão de Berlim, repleta de edifícios residenciais exatamente iguais, erguidos nos anos 50 em padrões soviéticos.

Descemos do ônibus na Berliner Mauer East Side Gallery, que nada mais é do que um trecho do muro de Berlim de cerca de 1 quilômetro, o qual foi todo artisticamente pintado e grafitado, formando uma galeria a céu aberto que segue o curso do rio Spree. Destaque para o artista russo Dmitri Vrubel, que ilustra o beijo dos comunistas Leonid Brezhnev e Erich Honecker.

Do lado de trás, na parte não grafitada, jovens sorrateiramente tentavam arrancar um pedacinho do muro para levar de recordação. Aliás, supostos pedaços do muro são comercializados por todas as lojas de souvenirs de Berlim. Não nos pergunte se são autênticos!

East Side Gallery

Novamente a bordo do ônibus, saltamos em frente ao (Jüdisches Museum), na Lindenstrasse, e caminhamos cerca de 800 metros até o Checkpoint Charlie, que fica na Friedrichstrasse. O local era o ponto de cruzamento entre os setores americano e soviético da Berlim pós-guerra, e leva esse nome devido à terceira letra do alfabeto fonético internacional: alfa, bravo, Charlie. De 1961 até a queda do muro de Berlim, esse era o único portão de acesso para estrangeiros entre a Berlim Oriental e Ocidental, daí o seu enorme simbolismo.

Museu Judaico de Berlim

Hoje, como ponto turístico muito requisitado, o simula aqueles tempos, mantendo-se ali uma guarita de controle e homens vestidos de agentes governamentais, com quem pode-se tirar fotografias pagando alguma quantia. Existe também o museu Haus am Checkpoint Charlie, que retrata a Berlim dividida.

Checkpoint Charlie

Checkpoint Charlie

Ali mesmo, almoçamos no Kentucky Fried Chicken duas promoções com sanduíche e frango frito, ao custo de 7 euros cada, e mudamos para a linha amarela do Hop on Hop off.

Descemos na Berliner Dom e, como chovia bastante, decidimos visitar o Acqua Dom & Sea Life, aquário rico em espécies de diferentes partes do globo e excelente programa para crianças. Mas o mais interessante, e que está incluso no ingresso de 23 euros o casal (preço da época), é andar no elevador do hall do hotel Radisson Blu (chamado AcquaDom), em frente ao Sea Life. Esse elevador é nada menos que uma redoma de vidro que comporta um aquário de água salgada cheio de peixes e outras espécies marinhas. O elevador, no centro do aquário, sobe e desce bem devagar, permitindo excelente momento de relaxamento e contemplação.

Acqua Dom & Sea Life
Radisson Blu
radisson melhor
Dentro do elevador – Radisson Blu – quartos do hotel ao fundo

Ainda debaixo de uma chuva fina, andamos a esmo pela cidade, e num estacionamento de um edifício de classe média, encontramos a placa que sinaliza o local onde ficava o bunker de Hitler. Nada há além dessa placa, de caráter meramente informativo, a fim de evitar que aquela coordenada se tornasse alvo de algum tipo de peregrinação ideológica.

Voltamos à região onde estávamos e visitamos a Marienkirche, igreja de Santa Maria, tida como a mais antiga da cidade. Sua construção data do século XIII, e nela o destaque é o painel Dança da Morte, ou Totentanz, que ilustra a morte, em referência à peste que assolou o continente naqueles tempos. A pintura que é exibida é a original, após trabalho de restauração.

totentanz
Painel Totentanz

Logo atrás da igreja está a Fernsehturm, ou Torre de TV, a qual pode ser vista de inúmeros pontos da cidade. É a estrutura mais alta de Berlim, com 368 metros, e a segunda maior da Europa. A torre foi inaugurada em 1969, com a finalidade de representar a superioridade soviética na corrida espacial, parecendo-se em design com o satélite russo Sputnik.

Torre de TV

Na torre pode-se ter uma vista de 360 graus da cidade, mediante compra de ingresso no valor de 20 euros por pessoa. Subimos tranquilamente, não havia filas. Há um restaurante giratório (30 minutos para completar a volta) e um bar na plataforma de observação.

Torre de TV de Berlim

Para fechar com chave de ouro essa viagem, terminamos a noite novamente na Hofbrauhaus, um quarteirão e meio abaixo do nosso hotel.

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Maravilhoso Schnitzel da Hofbräu!

O jantar saiu a 37 euros o casal, com bebidas. Na manhã seguinte partiríamos de volta pra casa, embarcando às 6 da manhã no aeroporto Tegel.

Por Letícia com texto e publicação de Cristiano, do casal de mineiros de Belo Horizonte, que acredita que viajar é um jeito divertido de conhecer outras culturas, com muita fotografia, mapas riscados, planos feitos, além de vários contos e diários conquistados e compartilhados.

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