Nova York Dia 10: The Cloisters Museum no último dia de viagem

Começamos nosso 10° e último dia em Nova York, em 10 de março de 2019. Arrumando as malas logo cedo e fizemos o check out no hotel. Deixamos as bagagens guardadas na recepção e, mesmo sob uma chuva fininha, cumprimos mais um importante item do nosso roteiro: o The Cloisters Museum.

Do hotel direto pro Museu

Pegamos a linha F do metrô, na 21st Street, e seguimos até a estação Washington Square, onde baldeamos para a linha A, azul, sentido uptown, pela qual viajamos por cerca de 40 minutos, até nossa parada na 190th Street, que fica no cruzamento da Avenida Riverside Drive com a Dyckman Street e com a Broadway (pois é, ela sobe até o extremo norte de Manhattan). No local, havia alguns poucos bares que naquele domingo serviam brunch. Um brunch muito animado parecia ser o que acontecia num bar próximo, mas não entramos.

O cruzamento dessas ruas e avenidas já margeia o Fort Tryon Park, que abriga, no seu ponto mais elevado, o The Cloisters Museum.

Fort Tryon Park
Fort Tryon Park – Na subida para o Museu

The Cloisters Museum

O Cloisters é uma extensão do Metropolitan Museum of Art que pode ser visitada com o mesmo ingresso utilizado para entrada no MET. Ou seja, um único ticket permite que o visitante conheça, em até dois dias subsequentes à estada no MET, as outras duas unidades do museu, que são o The MET Cloisters e o The MET Breuer, que abriga arte contemporânea.

Como deixamos expirar o prazo de dois dias, tivemos de comprar ingressos. Nossa sorte é que o MET aceita carteira de estudante, e com isso conseguimos pagar meia-entrada.

The Cloisters Museum – Vista da entrada

O The Cloisters dedica-se exclusivamente à arte e arquitetura da Idade Média. Seu prédio é um mosteiro que representa os claustros medievais – por isso o nome. O mais impactante é saber que esse mosteiro é uma reconstituição fidelíssima de claustros medievais da França, em particular Saint-Michel-de-Cuxa, Saint-Guilem-le-Désert, Trie-sur-Baise, com elementos provenientes de Bonnefont-Comminges.

Origens

Sob o patrocínio de John D. Rockefeller Jr., peças remanescentes dos mosteiros europeus, inclusive blocos de pedras da construção propriamente dita, foram trazidas a Nova York, a fim de compor o museu tal como idealizado, e a área do Fort Tryon foi convertida em parque público.

A chegada

Entramos pelo parque, que tem um visual muito bonito, mesmo no inverno e com chuva. A subida ladeira acima até o Cloisters leva cerca de dez minutos em passo normal, tirando fotos e admirando a vista. O trecho é bem sinalizado com placas e o caminho por si só já se integra com a atmosfera do que se vai visitar. Há atalhos e escadas de pedra com ar de floresta de seriado medieval, trilhas estreitas e trechos asfaltados. A área possui 16.000 metros quadrados, com vista para o Rio Hudson.

Fort Tryon Park – Na subida para o Museu

Uma pequena ajuda na subida!

A subida pode ser feita também de ônibus, gratuitamente. Basta aguardar no ponto que fica na Dyckman Street, anexo e integrado com a estação de metrô de mesmo nome, que esse transporte conduz exatamente até a porta do museu. Se soubéssemos disso antes, teríamos saltado do metrô nessa estação, e não na 190th Street, para evitar a chuva.

No Museu

Realmente esta é uma visita de encher os olhos para quem gosta da magia do Velho Mundo.

The Cloisters Museum

O Cloisters abriga cerca de duas mil obras de arte medieval e/ou sacra medieval, com vitrais, esmaltes, marfins esculpidos, manuscritos dos monges copistas, tumbas e locais de adoração, madonas e anunciações, retábulos, etc.!”

The Cloisters Museum
The Cloisters Museum
The Cloisters Museum

A grande atração do The CloistersTapeçarias do unicórnio

O grande highlight da coleção é, sem dúvida, o conjunto de tapeçarias do unicórnio. Para quem pensou que a moda de unicórnios é coisa recente, saiba que no mundo medieval essas figuras curiosas foram muito evocadas.

O Cloisters tem a honra e o privilégio de contar em seu acervo com alguns exemplares dessas peças de tapeçaria que, na era medieval, tinham como tema a caçada e a captura do mítico unicórnio. Supõe-se que sejam alegorias para a paixão de Cristo, que seria retratado simbologicamente como o unicórnio. O fato é que tudo que se relaciona a esses conjuntos de tapeçarias é envolto em muito mistério e ninguém sabe ao certo o que o tapeceiro quis representar.

Acho que Robert Langdon, o icônico personagem de Dan Brown, certamente decifraria!

Tapeçaria do Unicórnio – The Cloisters Museum
Tapeçaria do Unicórnio – The Cloisters Museum

Vários dos conjuntos das chamadas tapeçarias do unicórnio mundo afora sempre o relacionam também a uma virgem: a figura mítica só apareceria para as pessoas puras. 

Outra inestimável porção das Tapeçarias do Unicórnio encontra-se no Museu Cluny, em Paris, o qual visitamos neste post:

Paris rota a pé: Rue Mouffetard a Notre Dame

Um dos grandes destaques do museu é a peça Unicorn in Captivity, ou A Captura do Unicórnio, em que este é retratado em um cercadinho, ferido e finalmente contido. Na lojinha do Cloisters é possível adquirir toda sorte de souvenirs com esse tema e com esse painel em específico.

Unicorn in CaptivityTapeçaria do Unicórnio – The Cloisters Museum

Os pátios centrais do museu: claustros

Ali vimos reconstituído um jardim de ervas medicinais cujas propriedades curativas já eram usadas e conhecidas na Idade Média. A plantação foi organizada a partir de informações horticulturais encontradas nos documentos e tratados de jardinagem e ervanários medicinais daquela época.

The Cloisters Museum
The Cloisters Museum
The Cloisters Museum
The Cloisters Museum
The Cloisters Museum

Missão de volta ao Brasil

Concluída com louvor a visita, pegamos o ônibus na porta do Cloisters e descemos até a estação do metrô da Dickman Street, outra vez pela linha A, azul, sentido downtown.

Descemos na Columbus Circle para fazer uma das poucas compras que fizemos na cidade e voltamos ao hotel para pegar as malas, tomar um último chá e seguir de metrô e Air Train para o aeroporto JFK.

Encerramos assim nosso roteiro de 10 dias em Nova York! Em breve novos diários de nossa viagem de 2017, quando estivemos em Paris, Londres e Bruxelas. Até lá!!!

Agora é sua vez, comente!

FOTOS: Não deixe de conferir todas as fotos que tiramos nos 10 dias de Nova York, no nosso Flickr exclusivo EUA.

Texto de Letícia Carvalho, edição e publicação de Cristiano Morley

Crédito fotos: Cristiano Morley e Letícia Carvalho

Casal de mineiros de Belo Horizonte, que acredita que viajar é um jeito divertido de conhecer outras culturas, com muita fotografia, mapas riscados, planos feitos, além de vários contos e diários conquistados e compartilhados. Este post, como todos do blog, não é patrocinado e reflete exclusivamente a opinião pessoal dos autores.

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