Paris rota a pé: Rue Mouffetard a Notre Dame

Panthéon – Paris

Paris, 26 de novembro de 2014 – Dia 03

Acordamos cedo hoje e saímos por volta das 9h30, com destino à Rue Mouffetard, que fica próxima à região onde estamos hospedados e por isso fomos à pé, apesar da garoa fina. Faltava um café da manhã ainda, mas no caminho avistamos a Artisan Boulanger, na rua Daubenton 17, quase em frente à Grande Mesquita de Paris, que foi um dos melhores estabelecimentos onde tomamos o café (6,5E o combo), pela oferta, custo e benefício, embora simples o local.

Grande Mesquita de Paris

Demos sequência ao dia caminhando alguns metros até chegarmos ao início da rua, diante de várias lojas peculiares, entre queijos e vinhos, e mercadinhos oferecendo verduras, frutas (por 1,50E compra-se um punhado de Framboesas), peixes, toda sorte de frutos do mar, lojas de perfumes (como L´Occitane) além de restaurantes e cafés tradicionais. O registro fotográfico desses produtos é uma verdadeira isca para o paladar! Vale a pena comprar também frutas se tiver interesse em experimentar algo novo ou mesmo para curtir durante o passeio.

Rue Mouffetard
Rue Mouffetard

Compramos uma caixinha de framboesas, raras in natura em nosso clima tropical. Caminhamos pela manhã na via, com destino ao Panthéon, (e ntrada 7E cada) que estava mais ao topo, mas não diretamente na sequência, pois precisamos conferir no mapa a rota, dobrar algumas esquinas, desembocando por fim na parte de posterior do monumento. O local conta com uma bela arquitetura em colunas greco-romanas, e na sua cripta estão as tumbas de consagrados filósofos e pensadores como Voltaire, Rousseau, Victor Hugo e Emile Zola. Há também, no hall principal e superior, um memorial a Antoine de Saint Exupery (não sabemos informar se seus despojos encontram-se também ali). O acesso é livre para o visitante. Procurei pela exposição da réplica  do Pêndulo de Foucault, que demonstra a rotação da terra e que tinha visitado anos atrás, mas havia mudado para outro local, no Musée des Arts et Métiers. A principal abóboda estava em reforma, substituída por imagens modernas como proteção até a conclusão da obra.

Panthéon – Paris
Panthéon – Paris

DSeguimos em direção ao Museu Cluny, o Museu da Idade Média (Musée de Cluny/Moyen Age) pela Boulvard Saint-Michel. Mas antes, na rue Soufflot, uma parada para um café rápido na já mencionada lanchonete Pomme de Pain, onde experimentamos uma gourmandise puramente francesa. No trajeto, uma passada para constar em frente ao Le Jardin du Luxembourg, que pela segunda vez não entrei para conhecer, apesar de ser bem atrativo, principalmente no verão – estação oposta ao clima da temporada de nossa visita.

Museu Cluny, o Museu da Idade Média (Musée de Cluny / Moyen Age)
A Dama e o Unicórnio – Museu Cluny, o Museu da Idade Média

No Museu Cluny da Idade Média entramos para conhecer, (9E cada) como o próprio nome diz, artefatos domésticos, livros, vitrais, esculturas, vestimentas, joias, armamentos e tapeçarias que datam da idade média. As instalações do Cluny ficam em um castelo efetivamente medieval, onde salvo engano, funcionava um local de banhos termais. O sítio preserva a capela original pertencente ao castelo. Contudo, o carro-chefe do museu é o conjunto de tapeçarias intitulado A Dama e o Unicórnio, descoberto originalmente no castelo de Boussac, também na França. A mítica tapeçaria compõe-se de seis peças, cinco delas representando cada um dos cinco sentidos, sendo que a sexta permanece um enigma para os estudiosos da obra. Seus dizeres são algo como “ao meu único desejo”, grafado em francês arcaico sobre um dossel que protege a “donzela” ali retratada. Aos interessados em se aprofundar no tema, há farta leitura disponível na loja do museu.

Catedral Notre Dame de Paris

Ao deixarmos o Cluny, descemos em direção à Catedral Notre Dame de Paris, com um intervalo para o almoço em um restaurante italiano Pizza Sarno, ao valor de 13E cada prato, ao esquema “formule” (entrada e prato principal) na região próxima ao Sena, na Rue de La Harpe, nº 31. O que seria uma parada rápida demorou pouco mais do que esperávamos, mas já um pouco cansados e sob constante chuva fina seguimos em direção ao nosso próximo alvo.

Catedral Notre Dame de Paris

Atravessamos o Sena e chegamos à Ile de la Cité. Conseguimos entrar na Catedral sem filas. Pelo adiantado da hora, não foi possível subir até as famosas gárgulas no topo. Na parte posterior da igreja havia uma feira de flores e presentes de todos os tipos.

Mercado das Flores atrás da Catedral Notre Dame de Paris

Em um dos dias mais longos do sistema solar, mal parando em pé, pegamos o metrô ali mesmo e seguimos ainda em direção ao Centre Georges Pompidou, (13E cada) no Marais.

Centre Georges Pompidou
Centre Georges Pompidou – Exposição Jeff Koons
Centre Georges Pompidou – Monalisa de Marcel Duchamp

Lá visitamos algumas instalações de arte moderna, bem como a exposição do artista plástico Jeff Koons, e seguimos para comer algo por perto em uma sanduicheira. Gastamos cerca de 12,5E por sanduíche,  inclusas porções de batata frita, sem as bebidas.

Por Cristiano e Letícia, casal de mineiros de BH.

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