Veneza por dentro

Praça de San Marco

Veneza, 01 de dezembro de 2014 – Dia 08

Nesse dia, cansados do translado do dia anterior, acordamos tarde e apenas um de nós tomou o café da manhã servido pelo Hotel San Gallo. Saímos quase ao final da manhã. Cristiano tomou café no Bar Americano, por E$10,00, na própria praça de San Marco. De lá, fomos à basílica de São Marcos para conhecê-la, pagando 4 Euros pela entrada parcial, que dá acesso ao interior da igreja.

A vista do Pala D’Oro, que fica junto à nave e ao altar-mor, é cobrada à parte e custa 3 Euros. Vale a pena apreciar o magnífico retábulo de outro, prata, esmalte e gemas que ilustra passagens bíblicas em filigranas preciosas. Outros 10 Euros por pessoa foram desembolsados para ter acesso ao segundo andar, onde fica o acervo chamado “Tesouro” da basílica. Nesse andar superior, tem-se uma bela e próxima visão dos mosaicos coloridos e dourados que revestem o templo, e há também uma lojinha de souvenires. Valem a pena, porque são baratos e bonitos, os pequenos oratórios de madeira pintada em dourado com ícones do catolicismo.

O carro-chefe do Tesouro de San Marco, contudo, são os cavalos em bronze originais, também conhecidos como Cavalos de Constantino, os quais foram trazidos a Veneza após a invasão a Constantinopla durante a 4ª Cruzada ordenada pelo Doge Enrico Damião, e assentados sobre a parte superior externa da basílica. Napoleão Bonaparte, por sua vez, quando acercou-se da península ibérica, trouxe os famosos equestres a Paris. Esses regressaram em definitivo a Veneza quando da queda de Napoleão, após a batalha de Waterloo. Réplicas desses dois pares de cavalos adornam hoje essa parte externa superior da basílica. Há ainda um acesso a essa parte superior, mas não chegamos até lá.

Basília de San Marco
Basília de San Marco

Saindo da Basília fomos ao Campanário de São Marco, que fica logo à frente, desembolsando 16 Euros o casal, pela subida de elevador. Lá de cima tem-se uma vista em 360 graus da cidade e das ínsulas adjacentes, valendo boas fotos. Prepare-se, no tempo de inverno, para a ventania gelada. Em seguida, entramos para conhecer o Palácio dos Doges ou Palazzo Ducale,  mediante pagamento de 32 Euros. Lá está o acervo disponível sobre os Doges de Veneza, tais como mobiliário, vestimentas, armamentos, e fora os cômodos em si, com paredes e tetos ricamente pintados. Destacamos a Sala da Justiça, imenso saguão com vão livre surpreendente para os parâmetros de construção de uma época tão remota, e um imponente relógio astronômico que adorna uma outra sala do palácio. De lá, seguimos para a famosa ponte Rialto, com suas lojas, barracas de souvenir, e muitos turistas. Com 29 Euros, comemos cada um o seu sanduíche e refrigerante, e ainda dividimos um legítimo tiramissu.

Vista de cima do Campanário

Passamos em frente ao Palácio Ca’d’oro, que naquela segunda-feira estava fechado e, pelo comércio, compramos algumas lembranças. Paramos em frente ao Cassino apenas para conhecer, mas não chegamos a entrar.

Ponte de Rialto – Dia

Jantamos por mero acaso em um local do qual havíamos colhido indicações em outros blogs: no meio da caminhada, avistamos a placa da Rosticceria Gislon, lugar que parece ser inclusive freqüentado pelos “lagunos” (moradores de Veneza).

A proposta lá é escolher numa geladeira-vitrine o prato que se deseja, o qual o garçon serve e aquece no forno. Ou seja, é comida já pronta, mas o fato de os venezianos freqüentarem o local nos causou boa impressão. Comemos spaghetti alle vongole (aos frutos do mar) e uma lasanha de peixe. Durante nossa permanência, observamos clientes levando patês, saladas e frutos do mar para casa.

Experimentamos também uma isca da famosa iguaria bacalà mantecato, pasta a base de bacalhau, manteiga e condimentos muito característica de Veneza. Diríamos que a refeição teve um excelente custo benefício. De volta à Ponte Rialto para melhor apreciá-la à noite, voltamos para o hotel.

Ponte de Rialto – Escada de Acesso

Ponte de Rialto – Noite Inverno

Por Cristiano e Letícia, casal de mineiros de BH.

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