Vaticano e seus Museus, Basílica de São Pedro e Capela Sistina

Roma, 4 de Dezembro de 2014 – Dia 11

Nesse dia tomamos café em uma padaria/café próxima ao nosso hotel, e cada um tomou um capuccino e comeu um panini bem recheado. Dali já estávamos bem próximos da estação do metrô Flaminio, onde pegamos o metrô para o Vaticano. Já desceríamos duas estações depois, na Ottaviano S. Pietro, e caminhamos cerca de dois quarteirões, ladeando os muros da cidade.

“Nessa região há muitos ambulantes oferecendo tickets para os museus vaticanos mas, com receio de golpes, preferimos adquirir os nossos diretamente na bilheteria oficial, o que recomendamos.”

Há que se dizer que o pessoal do nosso hotel tentou igualmente nos convencer das vantagens da compra antecipada dos ingressos, alegando que formam-se enormes filas para entrada no Vaticano, e que a espera costuma ser de duas a três horas para finalmente entrar.

Escadas de acesso ao Vaticano, após a bilheteria.
Escadas de acesso ao Vaticano, após a bilheteria.

Já eram cerca de dez e meia da manhã quando chegamos à bilheteria e, para nossa surpresa, fomos direto ao guichê, onde não havia nenhum visitante à nossa frente, e prontamente compramos nossas entradas, por 18 Euros cada. Desconfiados, subimos a escada rolante de acesso, esperando que talvez nessa segunda entrada houvesse alguma fila. Que nada, a partir daí foi só começar a apreciar a imensidão dos museus vaticanos.

Praça Principal na entrada do Vaticano
Praça Principal na entrada do Vaticano

Chamam-se museus vaticanos, no plural, justamente porque o Vaticano comporta inúmeros museus, classificados conforme o período histórico. Muitas das salas e galerias levam os nomes de antigos pontífices, conferindo um ar ainda mais sacro ao local.

Destacamos o museu de veículos, onde encontra-se, além de carruagens de tempos imemoriais, o jipe no qual o Papa João Paulo II foi alvejado em 1980. Esse nicho do museu desperta bastante emoção no visitante, porque detrás do veículo é exibido um vídeo de cerca de dois minutos de duração, e que fica se repetindo, documentando em close o atentado sofrido pelo Papa.

Jipe – Papa João Paulo II
Carruagem papal
Carruagem papal

Almoçamos em um dos restaurantes dentro do Vaticano, próximo a esse setor, abaixo da livraria, e comemos cada um uma fatia de pizza, refrigerantes, e de sobremesa, tiramissu puramente italiano. Pagamos 12 Euros cada um, sendo que o tiramissu optamos por dividir. À medida em que prosseguíamos com a visita, aproximávamos do clímax de todo o complexo: a Capela Sistina! De fato, talvez devido ao grande interesse dos turistas, em todo canto há uma placa indicando o caminho da famosa capela, para orientar aqueles que desejam eventualmente encurtar a visita ao Vaticano, que para ser bem feita, leva o dia todo.

Vaticano
Vaticano
Livraria
Livraria

Saindo do restaurante descansamos um pouco em um pátio jardinado, com aroma de limão siciliano (sim, havia limoeiros plantados em vasos e espalhados por esse jardim), e seguimos para conhecer os apartamentos Borgia, onde hoje está um acervo de arte dos séculos XIX e XX, as Salas de Constantino, e as salas cujas paredes e teto foram inteiramente pintadas por Rafael Sânzio (há controvérsias se o mestre efetivamente trabalhou em todos os afrescos ou se ele fez os desenhos e projetos e sua companhia de discípulos os teria executado).

Praça Central do Vaticano
Praça Central do Vaticano

Por fim, chegamos à Capela Sistina, idealizada pelo Papa Sisto IV. Júlio II, seu sobrinho e sucessor, contudo, foi quem encomendou a Michelângelo o trabalho de pintura do teto, ao qual esse se dedicou de 1508 a 1512. A obra grandiloquente de Michelangelo ilustra passagens do Antigo Testamento, tais como a criação do homem, a expulsão do Jardim do Éden e o dilúvio.

Vaticano
Vaticano
Capela Sistina
Capela Sistina

Saindo da Capela Sistina, segue-se por um comprido corredor de escadas largas, por onde os cardeais passam quando deixam o local, por exemplo, quando há conclave. Findo o corredor, acessa-se a lateral esquerda da Basílica de São Pedro, onde, à direita, fica uma lojinha de souvenires religiosos administrada por freiras. Os preços são ótimos, mostrando que o lugar não explora o turismo religioso. Com centavos de Euro compra-se medalhinhas e outros itens, sendo que do lado de fora da Basílica as lojas são bem mais caras.

Vaticano - Museus
Vaticano – Museus
Vaticano - Museu
Vaticano – Museu

“Depois da lojinha acessamos enfim a entrada principal da Basílica de São Pedro, magnífica, imponente, de arrepiar. Na ala direita, relativamente próxima à porta e protegida por vitrine, está a incrível Pietá de Michelangelo.”

Entrada da Basília de São Pedro - Vaticano
Entrada da Basília de São Pedro – Vaticano

Já na ala esquerda, descendo alguns degraus, chega-se ao acesso ao “Tesouro”, acervo especial da Basílica. Há um memorial com o nome de todos os Papas de toda a história. Nosso interesse era descer até as catacumbas, e ver o túmulo de todos os pontífices, mas pelo adiantado da hora – já eram 17 horas, céu escurecendo –, o recinto já estava fechado para visitação. Teríamos de voltar num outro dia. Mais abaixo deste lugar, foi descoberta uma necrópole, também remontando a tempos imemoriais, cujo acesso hoje em dia vem sendo praticado somente mediante agendamento com os guias responsáveis.

 Pietá de Michelangelo
Pietá de Michelangelo
Parte posterior da Basília de São Pedro

Aos interessados, basta procurar na internet pelo “Scavi Tour”. Nesse fim de tarde, frio após uma boa pancada de chuva, nos deixamos ficar um tempo junto à entrada da Basílica, apreciando um lindo arco-íris que se formou com as últimas luzes da tarde.

Fim do Dia no Vaticano
Fim do Dia no Vaticano
Praça da Basília de São Pedro
Praça da Basília de São Pedro

Admiramos também a impavidez do integrante da Guarda Suíça. Voltando a Roma, jantamos um prato de risoto e um ravióli, mais refrigerantes, por 39 Euros ao todo. Encerramos assim o dia com este passeio incrível!

Guarda - Vaticano
Guarda – Vaticano

Por Cristiano e Letícia, casal de mineiros de BH.

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