Um dia em Amsterdam

Amsterdam, 18 de novembro de 2016

Nossa Eurotrip 2016 começava ali, naquele momento em que desembarcamos no Aeroporto de Schiphol, em uma Amsterdam gelada em novembro. Foi programado um pit stop (ou stop over) na cidade, de acordo com o horário de conexão de nosso voo que nos levaria ao destino final, Munique. Assim, desembarcamos ao meio-dia, e nossa próxima partida aconteceria somente às 20 horas.

Seguindo os excelentes conselhos do Ducs Amsterdam, deixamos nossas mochilas no locker do piso -1 do aeroporto, de forma muito simples. Basta guardar as bagagens, fechar a porta e fazer o pagamento com seu cartão de crédito (nos demais andares do aeroporto, os lockers aceitam dinheiro em espécie). Feito isso, a maquininha anexa à porta do seu locker emite um comprovante com um código e para na volta abrir o compartimento e retirar os objetos, basta passar esse código no leitor. Se o usuário precisar abrir o locker antes do programado (por exemplo, estar indo para o passeio e lembrar que se esqueceu do cachecol), será necessário pagar novamente para retrancá-lo. O custo de utilização de um locker, no qual colocamos com folga as duas mochilas, foi de 7 euros.

De dentro do Aeroporto Schiphol é possível pegar o metrô que nos deixa em cerca de 20 minutos na Centraal Station, principal terminal ferroviário da cidade. Saindo dessa estação, já temos diante dos olhos todo o deslumbre da capital holandesa e seus canais!

Seguimos em direção à Dam Square, mas após dobrar algumas esquinas e nos desviar de bondinhos e ciclistas, rumamos para o bairro Jordaan.  Nesse trajeto há muitas lojas descoladas e cafés. Passamos na porta do Museu do Sexo. Cortamos mais dois ou três canais igualmente maravilhosos, sob o sol que surgiu depois de uma pancada de chuva de granizo. Entramos na famosa lanchonete/restaurante Winkel 43, onde dizem ser servida uma das melhores tortas de maçã do mundo. Com o tempo apertado e o estabelecimento cheio, não pudemos esperar para experimentar.

Casa de Anne Frank

Tínhamos hora marcada na Casa de Anne Frank, atração principal da cidade. As visitas devem ser agendadas através deste site e recomenda-se cerca de um mês de antecedência na compra do ingresso. Fizemos todo o agendamento  pela internet, pagando 9,50 euros (9 pelo ingresso e 0,50 pela compra antecipada). Sem o devido agendamento, seria necessário aguardar por mais de uma hora, sempre a partir das 15:30 da tarde, para conseguir entrar no edifício. As filas em volta do local são sempre enormes, não importando o dia da semana.

A edificação no canal da rua Prinsengracht , nº 263 propriamente dita não era a residência da família Frank, mas sim o local de trabalho de Otto Frank, pai da Anne.

 

Ele era industrial, produtor da geleia cujo nome era Opekta. Quando acirrou-se a perseguição nazista aos judeus, Otto pensou em fazer dos compartimentos nos pavimentos mais altos e reservados do prédio o esconderijo da família. De fato, superados os recintos utilizados pelos funcionários do escritório, uma estante de livros, quando movida, dava acesso ao chamado Anexo Secreto.

Sobe-se uma daquelas famosas escadas super íngremes, em estilo marcadamente holandês, e chega-se aos cômodos que abrigaram não só a família Frank, como também os Van Pels e o dentista solteiro, Fritz Pfeffer. O tour compreende todo o edifício, do porão e escritórios, até o Anexo Secreto, excetuando-se apenas o último e derradeiro pavimento, de onde os jovens Anne e Peter van Pels podiam se encontrar e observar, da janela alta, as copas das árvores.

Já não há móveis nos cômodos. Porém os recortes com fotografias de artistas que Anne colecionava continuam ali, colados na parede de seu quarto, como ela os deixou. Estão também, as marcas do crescimento de Anne e sua irmã Margot, feitas a lápis, na parede, por seu pai. No pavimento superior, a pia da cozinha, onde Edith Frank e a Sra. Van Pels preparavam as refeições. Tudo muito comovente. Em cada sala há sistema de som que vai narrando a função de cada local, e fatos e trechos do diário de Anne que se passaram ali. O clima entre os visitantes é de respeito e circunspecção. Infelizmente, não é possível fotografar.

Saindo dali, seguimos em direção à Praça Dam, onde fizemos uma pausa para fazer uma refeição mais completa, uma vez que ainda voaríamos mais uma vez naquele dia e, pela hora de chegada ao destino final, não daria tempo para jantar como se deve.

Na Praça Dam, além de galerias de compras e restaurantes, encontramos cavalos e charretes para passeio, e uma exposição muito inusitada: um banner de Marilyn Monroe pendia de uma igreja da praça. Entramos para ver e constatamos o improvável: uma igreja, a Niewe Kerk estava sediando nada mais nada menos do que uma mostra em homenagem ao que seriam os 90 anos de nascimento da atriz, contando com, inclusive, objetos que a ela pertenceram. Depois, soubemos que essa igreja sempre promove exposições. O ingresso era em torno de 16 euros e não dispúnhamos de tempo, assim, optamos por não entrar e seguir para almoçar.

Com o entardecer, caminhamos a pé de volta à Centraal Station, para pegar o metrô para Schiphol, observando com saudade e vontade de permanecer mais, os canais e o agito da jovial cidade.

Damrak, em direção à Centraal Station

Por Letícia, do casal de mineiros de BH que acredita que viajar é um jeito divertido de conhecer outras culturas, com muita fotografia, mapas riscados, planos feitos, além de vários contos e diários conquistados e compartilhados.

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